1 de abril de 2015

Musicoterapia BH - Dia Mundial da Conscientização do Autismo.


                   GRATUITO:

                       Cada vez um número maior de crianças recebe este diagnóstico.
                      Foi no ano de 1985 que recebemos o primeiro paciente com o diagnóstico de Autismo, desde então a temática sempre ocupou nosso foco de estudo. cada dia se estuda e publica mais sobre o assunto Autismo, mas precisamos saber ainda mais. Principalmente  para poder colaborar de forma efetiva, para que todas as pessoas com Autismo possam desenvolver todo o seu potencial.

                     Muitos se mobilizam e dão urgência para a tarefa de entender por que o Autismo esta mudando o rumo da vida de tantas crianças, de tantas mães, de tantas famílias e de toda a sociedade.

                     O Autismo muitas vezes surge depois que a criança soprou as velinhas dos seus primeiros anos de vida. Crianças que já estavam festejando, cantando, interagindo, falando algumas palavras e demonstrando os traços da sua subjetividade. Vinham se tronando um membro ativo e desejante dentro da família e ocupando o lugar que já existia no imaginário dos pais. 
                    
                    Então este sopro do destino que chamamos autismo aparece para apagar, ofuscar, embaralhar ou desorganizar os canais de troca com o mundo externo, tronando o desenvolvimento uma outra jornada, muito mais desafiadora.

                                       



                     Atualmente uma metáfora ouvida há muito tempo parece martelar na nossa mente. Vamos reconta-la agora, fazendo nossos remendos literários... caindo nos erros inevitáveis de nossa língua pátria... Mas escrever é, para nós, um bom remédio para elaborar as inquietações e acalmar a dor que não deixa de doer. Mesmo depois de 30 anos trabalhando com o autismo, sempre que um novo rostinho entra em nosso coração e em nosso consultório ainda vivemos um pedacinho de angústia diante deste gigante invisível chamado Autismo. Na Musicoterapia a criança poderá encontrar no cantar, no brincar com a música e na experiência com os instrumentos musicais uma forma de se desenvolver. Então, segue nosso remendo literário:


Um gigante invisível chamado autismo.

                     Era uma vez um vilarejo que cresceu ao lado de um riacho de forte correnteza. Tudo por lá girava ao redor daquelas águas que corriam e corriam sem parar,  renovando e mudando, sempre. Tudo era uma eterna novidade pois as mesmas águas jamais passavam novamente por sob a ponte que ligava as margens. O som das águas cortava as pedras com sua lâmina do tempo e criava uma paisagem sonora que se tornou o fundo musical para todos os demais ruídos daquele lugar.

                    Certo dia, um grito de criança  desceu na correnteza, aparecendo e sumindo pelas águas do rio. Este som atravessou todas as orelhas, moveu todos olhos e fez todos os corações e mentes tomarem o rumo da margem, como um grande batalhão.

                    Não houve mão que não se unisse para salvar a criança e a corrente humana fez cumprir o seu papel, dando ao pequeno o colo quente e refazedor de que tinha direito.

                   Todos ainda se recobravam do ocorrido e procuravam cuidar da criança, mas outra vez o som infantil de rasgar a alma martelou no tímpano. Desta vez os gritos estavam mais forte e com nuances de timbres, pois a correnteza fria trazia em rodo mais duas crianças...

                   Rapidamente as mãos voltaram a se entrelaçar, estavam mais eficientes já que experiência anterior ainda estava fresca e não  havia encontrado seu lugar de guardada na tal massa cinzenta. Com mais rapidez e organização todos tralharam e foram salvas mais duas crianças...

                    Não foi suficiente o tempo de se refazer e de cuidar dos pequenos  e novos gritos, agora dodecafônicos, desciam entoando um som daqueles de que não se tem desejo de lembrar jamais.

                    As mão geladas e torpes de cansaço tinham que voltar a lutar contra a correnteza e todos se moviam numa cadencia acelerada, como se o tambor do peito estivesse com um metrônomo em pretíssimo que era ouvido por todos.

                   Foi então que um elo da corrente humana se desprendeu e tomou o rumo na trilha que subia paralelo a margem em sentido contra a correnteza. Todos se surpreenderam e esbravejaram a sua ausência, mas seu argumento era único e fez cada um dos demais vibrar por seu sucesso. A voz decidida do elo desgarrado se fez ouvir em um grito, sem olhar para traz:

                    -  Precisamos saber o que, ou quem está jogando nossas crianças no rio... Precisamos saber sobre sobre este gigante invisível...



                     Agradecemos e parabenizamos a todos que de alguma forma estão subindo a trilha que fica paralela a margem do rio... todos que estão lutando contra a correnteza e buscam de alguma forma colaborar e construir novas formas a apoiar a pessoa, a família e a sociedade.

             Precisamos saber mais sobre este gigante invisível que se chama Autismo. 






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