28 de fevereiro de 2014

Musicoterapiabh - Aprendendo a ouvir!

            Nossas crianças estão se tornando seres cada vez mais visuais!
       Aprender a ouvir, voltando toda sua atenção para um estímulo unicamente auditivo pode se tornar uma dificuldade e requer experiências e vivências que estão sendo deixadas de lado.
      A utilização de equipamentos eletrônicos condiciona a  atenção, que é dominada por uma série de estímulos luminosos que mudam em uma velocidade voraz! 
   Aliás aprendemos muito cedo e de forma natural, bem antes das temidas aulas de Física, que a luz é mais rápida que o som...    
  O temido trovão é sempre anunciado pela luminosidade do relâmpago, nos levando a proteger nossos ouvidos!
  "Estorinhas para ouvir", livro da educadora musical Enny Parejo, pode auxiliar professores, pais e demais profissionais que atuam com crianças a trabalhar a atenção auditiva. 
   Cada uma das belíssimas faixas musicais é precedida por uma história narrada, que direciona a atenção e aguça habilidade de ouvir, despertando o gosto pelo universo musical e arrebatando o ouvinte para uma viagem sonora
     Nossa amiga Enny nos deu a dica de como conseguir sue livro:

21 de fevereiro de 2014

Musicoterapiabh - dica da semana com a Desengonçada da Bia!

Brincadeira... A Bia da qual vamos falar não tem nada de desengonçada... Leia e descubra!
A Federação Mundial de Musicoterapia define esta ciência como: “a utilização da música e/ou seus elementos por um musicoterapeuta qualificado, com um cliente ou grupo, num processo para facilitar e promover a comunicação, relação, aprendizagem, mobilização, expressão, organização e outros objetivos terapêuticos relevantes, no sentido de alcançar necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas.” 
A Musicoterapia já está inscrita no CBO – Código Brasileiro de Ocupações com o número 2263-05, uma conquista! A regulamentação da profissão e formação de um “Conselho Federal” e suas autarquias regionais ainda é uma batalha por vencer...
Acredito piamente que os Musicoterapeutas são os profissionais melhor habilitados para usar a música e seus elementos nos processos terapêuticos!               Mas sendo a Música um patrimônio da humanidade e a reconhecendo como inerente às relações interpessoais, considero do âmbito do musicoterapeuta, orientar aos demais profissionais das áreas da saúde e da educação sobre um melhor uso deste recurso.
As atividades aqui descritas poderão ser usadas em muitas situações, mas não estarão configurando um processo de  Musicoterapia. Pensar desta maneira confirmaria o pouco conhecimento sobre o assunto, visto um processo Musicoterapêutico  ir muito além do estamos disponibilizando aqui.
Acreditamos que o uso da Música, aqui sugerido para profissionais da saúde, da educação, para pais e demais pessoas que se interessem, irá promover um reconhecimento prático do quanto este recurso pode ser precioso!         Imagine então como pode ser ainda mais rico e interessante o processo na  Musicoterapia!?
         A dica da semana está  ancorada na música de nome Desngonçada, do repertório da nossa querida Bia Bedran, que é amada por todos e só desengonça quando quer! Escute a música e veja a letra:

                                             http://www.cifraclub.com.br/bia-bedran/desengoncada/

Bia é Mestre em Ciência da Arte pela UFF (Universidade Federal Fluminense), professora da UERJ, graduada em Musicoterapia e Educação Artística, cantora, compositora, contadora de histórias e escritora.Integrante do Quintal Teatro Infantil de 1973 até início dos anos 80 e do Grupo Musical “Bloco da Palhoça”, onde mesclava composições suas com uma profunda pesquisa de ritmos e gêneros musicais do Folclore Brasileiro.


                                                   http://biabedran.com.br/
Dica de utilização desta música: 

  • Use a gravação ou se você souber toque para o grupo, a música irá indicar os movimentos, de forma lúdica e muito simples, é quase impossível não ceder ao embalo. Como o nome mesmo diz, ficam permitidos movimentos livres e desengonçados! Esta vivência agrada a gregos e troianos de todas as idades, já fizemos muitos "Doutores" de terno e gravata se permitir desengonçar neste dança! Atividade trabalha esquema e consciência corporal, possibilita a observação da simetria e da noção do eixo corporal. Direito e esquerdo são conceitos mais elaborados, com crianças menores seria mais conveniente não dar tanta ênfase, deixe-as apenas perceber seu corpo.
  • Você pode oferecer revistas para que os usuários possam recortar partes do corpo aleatoriamente e depois colar sobre uma folha formando uma imagem corporal. Você pode também usar uma cartolina para que cada um desenhe uma parte do corpo... com certeza vai ficar engraçado... mas pessoas com fortes traços de rigidez podem achar muito difícil aceitar o produto final... Atividade de grafismo, coordenação visomotora e orientação espacial.
  • Em outra oportunidade use a mesma música, mas agora quem está dançando são robôs enferrujados! Como seriam estes dançarinos? Atividade irá proporcionar uma percepção do tônus corporal e propriocepção.  

 “ONDE CRUZAM MEUS TALENTOS E PAIXÕES COM AS NECESSIDAS DO MUNDO, LÁ ESTÁ O MEU CAMINHO.”
ARISTÓTELES

15 de fevereiro de 2014

Musicoterapiabh - Love..Love do Tianastácia!

A percepção do alto grau de motivação e prazer que a música e seus elementos representam para a maioria das pessoas é um dos motivos mais freqüentes da procura pela Musicoterapia. Muitos usuários ou mesmo os seus responsáveis acabam encontrando a Musicoterapia ao buscar de uma atividade que focalize a expressão artístico-musical como um canal que potencializa a comunicação, permitindo assim avanços em diversas áreas inerentes ao desenvolvimento do indivíduo, independente de sua idade ou condição emocional, motora e neurológica.
A Musicoterapia é um processo clínico que utiliza tanto o som, o silêncio, o ritmo, o movimento, o timbre, a melodia, além de muitos outros elementos constituintes do fazer musical,a fim de alcançar propósitos terapêuticos.  Nós estaremos enfatizando a abordagem Plurimodal de Musicoterapia, dentro de perspectiva Neuropsicológica, assim, o termo usuário será utilizado para designar a pessoa que esta vivenciando o processo da Musicoterapia.
Segundo ALBINATI 1 (2000) “o musicoterapeuta é antes de tudo um pesquisador em repertório musical. Ao dedicar-se ao uso da música em terapia, dificilmente ouvirá uma música sem pensar nela como possível objeto terapêutico. Irá sempre analisá-la do ponto de vista dos materiais, da forma, do contexto histórico e de prováveis associações   extra musicais...”.
Gena, a minha amiga “ ALBINATI” sabe tudo!
É realmente assim que acontece, ouvimos uma música e já estamos vislumbrando sua utilização clínica!
Foi assim com a música Love... Love, do Tianastácia - composição de Beto Nastácia. Além da característica dançante de todo Rock, a música traz marcações rítmicas muito ricas, tudo isto associado a uma letra que tem como tema o melhor amigo do homem: nossos amados cães! Confira:
Além de ser um convite para soltar a voz e o corpo neste embalo alegre, a composição pode ser utilizada em outras atividades:
·        Usando um pandeiro, chocalho ou outro instrumento adaptado ás condições do usuário, você pode convidá-lo a marcar o pulso de toda a música, fazendo movimentos diferenciados nos repiques, que estão muito bem marcados pelo baterista da banda.
Atividade Psicomotora que trabalha orientação espacial, lateralidade e pares opostos (acima/abaixo – direita/esquerda).
·        Usando imagens das raças de cães que são citadas na letra, faça um Jogo da Memória 2. .Caso seja necessário para o usuário, você pode iniciar com um número menor de pares, começando pelas raças que ele conhece, chegando até as sete apresentadas na música e depois indo mais além. Lembre-se que pode ser preciso fazer as peças do tamanho apropriado para a acuidade visual do usuário, ou mesmo fazê-las com maior espessura para facilitar o manuseio e o movimento de pinça!  
Atividade Cognitiva: trabalha reconhecimento dos detalhes que diferenciam as raças (afinal todos são cães...), memória, habilidade visomotras e ampliação do vocabulário.
·        O fim desta canção, na gravação que está no CD Love.., Love da banda Tianastácia, traz um Elemento Surpresa!3 Sim, algo inesperado dentro do contexto da composição musical que estamos trabalhando, que chama atenção, amplia o foco ou o redireciona.  Nesta música o Elemento Surpresa nos remete sonoramente a uma corrida desenfreada, como se estivéssemos sendo perseguidos por um cão, ou vários cães! É hora de sair correndo e dramatizar a cena! Depois você pode pedir para o usuário desenhar o cão que ele estava imaginando que corria atrás dele. Será que ele tem cara de feroz? Ou parece mais um Pet fofinho e indefeso?  Lembre que só vale corre neste momento da música! Se o usuário apresenta problemas de deslocamento, não deambula (caminha), ele pode correr sem sair do lugar... Sentado, ele pode bater as palmas das mãos nas pernas sonorizando uma corrida, eles adoram!
Atividade trabalha habilidades simbólicas, imaginação e representação. Levanta o tema Medo que poderá ser explorado de várias maneiras. Trabalha também questões psicomotoras, pois ao correr pela sala é preciso planejar se orientar no espaço. Outro aspecto é o Freio Inbitório, afinal começar e parar de correr no momento certo pode ser mais difícil do que parece!
            Veja trechos de sessões de Musicoterapia onde a  música: Love...Love do Tianastácia é usada em processos terapêuticos!

http://musicoterapiabh.blogspot.com.br/2014/02/musicoterapiabh-lovelove-do-tianatacia.html

BIBLIOGRAFIA:
    1-ALBINATI, Maria Eugênia C. B. O repertório musical em Musicoterapia. In: V Encontro Mineiro de Musicoterapia, 2000, Belo Horizonte. Anais...Belo Horizonte: Associação de Musicoterapia de Minas Gerais, p.3.
              2- Solicite por e-mail as imagens já selecionadas: musicoterapiabh@gmail.com
              3- Termo aprendido com Didi – Benedicta Borges de Andrade em supervisão e estudo de caso.

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